SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE ENSINO – REGIÃO DE VOTUPORANGA
EETI “JOSÉ FLORÊNCIO DO AMARAL”
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Relato de Experiência de Avaliação para a Aprendizagem em Parceria com o Programa Avaliação Diferenciada e ProEMI
Apresentação em Congresso Águas de Lindóia-SP
TEMA - Uma Revolução na Formação Continuada de Professores
Autora do Trabalho: Eliena Aparecida Betete Agostini - PCAGP
UMA
EXPERIÊNCIA DE AVALIAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM. Maria
Aparecida Agostini Alves1, Eliena Aparecida Betete Agostini1,
Lourdes Maria Viegas Campello1, Márcia Aparecida da Silva Trazzi1,
Edilce Ferlete Teixeira Rocha1, Kuniko Iwamoto Haga2, Mario Susumo Haga2 - 1UNESP/Ilha Solteira, 2E.
E. José Florêncio do Amaral – Monções – SP. Projeto Núcleo de Ensino PROGRAD/UNESP
Eixo 02: Projetos e práticas de
formação continuada
RESUMO. A avaliação da aprendizagem possui
grande importância no processo educativo, porém, a prática avaliativa vem
causando prejuízos ao aprendizado como a reprovação, a exclusão entre outros
males às crianças e jovens em geral sem trazer benefícios enquanto expediente
pedagógico de grande potencial para aprendizagem. Assim, para a equipe
pedagógica da EE José Florêncio do Amaral - Monções-SP, a análise, a reflexão e
levantamento de dados sobre quais e de que forma acontece o processo de
avaliação em sala de aula e o que a equipe pedagógica faz com os resultados
obtidos passou a ser um trabalho relevante para não encerrar a avaliação como
um fim em si mesmo, bem como a constatação dos baixos níveis de desempenho dos
alunos nas avaliações internas e externas – IDESP (Índice de Desenvolvimento da
Educação do Estado de São Paulo. Baseado
nestes princípios, está em desenvolvimento uma pesquisa desde 2012, por meio de
questionários, com questões dissertativas aplicados em uma classe de 27 alunos
da 2ª série do Ensino Médio e 6 professores desta Unidade Escolar Pública da
Rede Estadual de Ensino. Este trabalho teve como objetivos: 1 - identificar as
situações e variedades de avaliação da aprendizagem dos alunos; 2 – Investigar
como as avaliações contribuem para a aprendizagem dos estudantes e estudar
práticas alternativas com foco em suas relações com o processo de ensino e
aprendizagem, A partir de 2013, foi iniciado uma proposta de avaliação
alternativa e resultados promissores estão sendo alcançados entre alunos e
professores, principalmente em relação à motivação para o ensino e para a
aprendizagem.
Palavras-chave:
motivação para ensino
e aprendizagem, criatividade e autonomia.
Introdução.
As ideais dos
autores Jussara Hoffmann (1991, 2001), Maria Teresa Esteban (2008), Pedro
Morales (2003), Regina C. Haydt (2003) e Celso dos S. Vasconcellos (2010) são
importantes neste relato por retratarem a avaliação como uma ação integrada à
prática educativa. Assim com base nessa literatura pode-se identificar, investigar
e analisar as situações de avaliação que acontecem na sala de aula, os
instrumentos e intervenções dos professores, bem como suas ações em relação aos
resultados apresentados pelos alunos.
Diante disto, fez-se necessário aprimorar a prática avaliativa nesta
Unidade Escolar aceitando adotar o Projeto Avaliação Diferenciada da UNESP de
Ilha de Solteira - SP que tem como foco a melhoria do desempenho dos alunos no
Ensino Médio e a Formação dos Professores na prática pelo ProEMI – Programa
Ensino Médio Inovador em parceria com o Governo Federal que propõe novo
redesenho curricular à prática de avaliação.
Metodologia.
Após a
explanação do estagiário Wellington Tortorelli e do Professor coordenador da UNESP
sobre uma Prática da Aprendizagem Mediada por Avaliação, a Professora Edilce
Ferlete Teixeira Rocha de Biologia desenvolveu, desde agosto último, a quarta
Situação de Aprendizagem do Caderno do Aluno da 3ª série A do Ensino Médio –
Volume 3 do Currículo do Estado de São Paulo sobre o Tema “Evolução: Os seres
em transformação enfatizando nas Teorias de Darwin e Lamarck”, vinculado ao
Macrocampo Iniciação Científica e Pesquisa do ProEMI.
Para a
formação de grupos de alunos monitores a professora Edilce realizou a aplicação
de uma avaliação dissertativa para ativação dos conhecimentos prévios e/ou espontâneos
sobre o tema, seguido de sessões de estudos em grupo do conteúdo e finalizado
com a reaplicação da avaliação com as mesmas questões para que, alunos
monitores pudessem fazer reflexões sobre seus conhecimentos, confirmando ou
modificando conceitos firmados na aplicação em um processo individual e/ou
coletivo porém, de forma autônoma, recorrendo-se à professora somente quando da
ocorrência de um impasse devido às percepções conflitantes entre os integrantes
do grupo (HAGA E HAGA, 2007). Na sequência houve o repasse da prática de
aprendizagem pelos monitores aos colegas da classe, priorizando a prática
protagonista dos alunos monitores, supervisionado e mediado pela professora para
assegurar o aprendizado de todos os alunos permitindo-se incluir ações de
iniciativa destes monitores.
Resultados
A experiência
se deu de forma exitosa, pois os alunos demonstraram um avanço na aprendizagem
do tema proposto em relação às observadas em aulas expositivas teóricas
tradicionais.
Relevante
ressaltar o desempenho de alunos que “tiraram” conceitos “zero” no primeiro
momento da aplicação e no segundo apresentaram êxito registrando o conhecimento
adquirido da explanação dos conteúdos pelos alunos monitores. As imagens
fotográficas das figuras de 1 a 7 apresentam momentos das práticas assim como a
tabulação dos dados e dados constituídos a partir dos depoimentos e relatórios
dos alunos.
Na prática, para
a preparação de suas ações com os colegas da classe, os alunos monitores
exploraram o Programa Acessa Escola desta Unidade Escolar, desenvolvendo
pesquisas e o enriquecimento da aula, além do domínio de recursos das
Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs – como o de Power Point e
recursos de multimídia.
A imagem da
Figura 1.a) registra o momento dos alunos monitores no início da preparação. Na
imagem subsequente, a professora mediadora orienta os alunos monitores não
somente quanto à aquisição e acomodação de conhecimentos mas também quanto aos
procedimentos futuros juntos aos colegas da classe.
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(b)
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Figura 1 . a) Aplicação da
avaliação aos alunos; b) Professora Edilce esclarecendo dúvidas aos alunos
monitores.
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As
demais imagens são autoexplicativas quanto ao processo pedagógico e resultados,
incluindo a ausência de indisciplinas, com alunos compenetrados nas suas
atividades, sentindo-se responsáveis diretos e valorizados.
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(a)
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(b)
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Figura
2. a) A reaplicação
da avaliação aos alunos; b) Professora orientando a produção do Power Point.
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(a) e (b)
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Figura
4. a) Apresentação
de monitores para a classe com Power Point; b) Explanação do conteúdo pelos
alunos monitores.
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(a)
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Figura
5. a) A reaplicação
da avaliação aos alunos da classe;
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(a) |
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Figura
6. a) Registro
de depoimentos dos alunos após término das atividades.
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Considerações
Finais.
Este processo
educativo fomentou a apropriação de práticas exitosas e inovadoras tendo o
professor como mediador e o aluno como protagonista de sua aprendizagem,
contemplando dimensões de trabalho da ciência, da tecnologia e da cultura como
eixos integradores entre conhecimento e processo dialógico e conteúdos da
Proposta Pedagógica Curricular e a diversidade de contextos da realidade.
Um resultado
típico de desempenho da maioria dos alunos nas avaliações foi a grande
dificuldade na aplicação em responder as questões e o significativo avanço para
a reaplicação. Houve casos que o salto foi de zero a dez. Entretanto, além do
grau de satisfação pessoal pela nota em si, foi constatar que os alunos
descobriram que também podem aprender que pode ser constatado em relatórios de
encerramento de cada atividade.
Os depoimentos
dos alunos que merecem uma atenção especial foi a de que se sentiram “mais à
vontade” e mais motivados para aprender. Pudemos observar que os alunos
“engessados” também podem assumir novas atitudes de alunos libertados e ativos,
com relação direta com a motivação e com a crença de que também pode aprender.
No final de
2013 foi aplicada novamente a pesquisa mencionada no início deste texto,
questionário estes com questões dissertativas por amostragem aos alunos da 3ª
série do Ensino Médio e aos professores. Por esta nova pesquisa foi possível
constatar avanço no processo de avaliação para a aprendizagem dos alunos, bem
como o real significado da avaliação como mais um instrumento de aprendizagem.
Embora ainda
necessite dar continuidade aos trabalhos para um período mais prolongado, pode-se
concluir que pela proposta os professores passaram a analisar junto com os
alunos os resultados apresentados nos diversos tipos de avaliação, e se dá, em
especial, de modo processual, ou melhor, as atividades desenvolvidas no
dia-a-dia em sala de aula possibilitam retomadas do conteúdo, intervenções
pontuais, através de “feedback” para fechar eventuais lacunas de aprendizagem e
domínio do conhecimento dos saberes apresentados pelo educando, consolidando a
importância dos professores vincularem a avaliação ao processo didático e,
consequentemente, validar a qualidade do ensino e aprendizagem. Mais informações e detalhes podem ser acessados nas duas
páginas MONÇÕES (SÃO PAULO) (2013).
Agradecimentos.
Agradecemos
aos pais dos alunos participantes do projeto pelas autorizações do uso de
imagens e dados constituídos por seus filhos neste estudo.
REFERÊNCIAS
ESTEBAN, M. T. Avaliação: uma
prática em busca de novos sentidos. Petrópolis: 6ª Edição, 2008.
HADYT, C. R. Avaliação do Processo
Ensino-Aprendizagem. São Paulo: Editora Ática, 2003.
HAGA, M. S.; CAETANO, A. S.; ACHCAR,
K.; HAGA, K. I. A Avaliação e o seu potencial pedagógico para a mediação da
aprendizagem. In: CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA SOBRE FORMAÇÃO DE EDUCADORES,
10., 2009, Águas de Lindóia. Formação de professores e a prática docente: os dilemas
contemporâneos. São Paulo: Ed. da Unesp/Prograd, 2009. p. 5585-5597.
Disponível em: http://www.unesp.br/portal#!/prograd/e-livros-prograd/. Acesso: 20 mar. 2013.
HAGA, M. S.; HAGA, K. I. Fundamentos
de avaliação formativa: os conflitos e as conciliações entre as diferentes
lógicas. In: CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA PARA FORMAÇÃO DE EDUCADORES, 9., 2007,
Águas de Lindóia. Anais... Ed. da
Unesp/Prograd, 2007. CD-ROM. http://www.unesp.br/portal#!/prograd/e-livros-prograd/.
HOFFMANN, J. Avaliação. Mito &
Desafio. Uma perspectiva construtiva. Porto Alegre: Editora Mediação, 1991.
HOFFMANN, J. Avaliação. Avaliar
para promover: as setas do caminho, Porto Alegre: Mediação, 2001.
MONÇÕES (São Paulo). Escola Estadual
José Florêncio do Amaral. Avaliação diferenciada: ação do ProEMI.
Disponível em:
<http://atpcamaral.blogspot.com.br/2013/10/avaliacao-diferenciada.html>.
Acesso em: 14 nov. 2013.
MONÇÕES (São Paulo). Escola Estadual
José Florêncio do Amaral. Prática de aprendizagem Profª Edilce Ferlete
Teixeira Rocha - ProEMI. Disponível em:
<http://atpcamaral.blogspot.com.br/2013/10/blog-post_26.html>. Acesso em:
14 nov. 2013.
MORALES, P. Avaliação Escolar – O
que é, como se faz. São Paulo: Edição Loyola, 2003.
SÃO PAULO, Secretaria de Estado da
Educação, Matrizes de Referência para a Avaliação SARESP: Documento
Básico, São Paulo SEE, 2009.
VASCONCELLOS, C. S. Avaliação –
Concepção Dialética – Libertadora do Processo de Avaliação Escolar. São
Paulo: Editora Libertad, 2010.








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