terça-feira, 1 de abril de 2014

Relato de Experiência de Avaliação para a Aprendizagem Parceria com o Programa Avaliação Diferenciada - UNESP Ilha Solteira e ProEMI




SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE ENSINO  –  REGIÃO DE  VOTUPORANGA
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 Relato de Experiência de Avaliação para a Aprendizagem em Parceria com o Programa Avaliação Diferenciada e ProEMI

Apresentação em Congresso Águas de Lindóia-SP 
TEMA - Uma Revolução na Formação Continuada de Professores 
Autora do Trabalho: Eliena Aparecida Betete Agostini - PCAGP


UMA EXPERIÊNCIA DE AVALIAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM. Maria Aparecida Agostini Alves1, Eliena Aparecida Betete Agostini1, Lourdes Maria Viegas Campello1, Márcia Aparecida da Silva Trazzi1, Edilce Ferlete Teixeira Rocha1, Kuniko Iwamoto Haga2, Mario Susumo Haga2 - 1UNESP/Ilha Solteira, 2E. E. José Florêncio do Amaral – Monções – SP. Projeto Núcleo de Ensino PROGRAD/UNESP

Eixo 02: Projetos e práticas de formação continuada

RESUMO. A avaliação da aprendizagem possui grande importância no processo educativo, porém, a prática avaliativa vem causando prejuízos ao aprendizado como a reprovação, a exclusão entre outros males às crianças e jovens em geral sem trazer benefícios enquanto expediente pedagógico de grande potencial para aprendizagem. Assim, para a equipe pedagógica da EE José Florêncio do Amaral - Monções-SP, a análise, a reflexão e levantamento de dados sobre quais e de que forma acontece o processo de avaliação em sala de aula e o que a equipe pedagógica faz com os resultados obtidos passou a ser um trabalho relevante para não encerrar a avaliação como um fim em si mesmo, bem como a constatação dos baixos níveis de desempenho dos alunos nas avaliações internas e externas – IDESP (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo.  Baseado nestes princípios, está em desenvolvimento uma pesquisa desde 2012, por meio de questionários, com questões dissertativas aplicados em uma classe de 27 alunos da 2ª série do Ensino Médio e 6 professores desta Unidade Escolar Pública da Rede Estadual de Ensino. Este trabalho teve como objetivos: 1 - identificar as situações e variedades de avaliação da aprendizagem dos alunos; 2 – Investigar como as avaliações contribuem para a aprendizagem dos estudantes e estudar práticas alternativas com foco em suas relações com o processo de ensino e aprendizagem, A partir de 2013, foi iniciado uma proposta de avaliação alternativa e resultados promissores estão sendo alcançados entre alunos e professores, principalmente em relação à motivação para o ensino e para a aprendizagem.

Palavras-chave: motivação para ensino e aprendizagem, criatividade e autonomia.

Introdução.

As ideais dos autores Jussara Hoffmann (1991, 2001), Maria Teresa Esteban (2008), Pedro Morales (2003), Regina C. Haydt (2003) e Celso dos S. Vasconcellos (2010) são importantes neste relato por retratarem a avaliação como uma ação integrada à prática educativa. Assim com base nessa literatura pode-se identificar, investigar e analisar as situações de avaliação que acontecem na sala de aula, os instrumentos e intervenções dos professores, bem como suas ações em relação aos resultados apresentados pelos alunos.  Diante disto, fez-se necessário aprimorar a prática avaliativa nesta Unidade Escolar aceitando adotar o Projeto Avaliação Diferenciada da UNESP de Ilha de Solteira - SP que tem como foco a melhoria do desempenho dos alunos no Ensino Médio e a Formação dos Professores na prática pelo ProEMI – Programa Ensino Médio Inovador em parceria com o Governo Federal que propõe novo redesenho curricular à prática de avaliação.

Metodologia.

Após a explanação do estagiário Wellington Tortorelli e do Professor coordenador da UNESP sobre uma Prática da Aprendizagem Mediada por Avaliação, a Professora Edilce Ferlete Teixeira Rocha de Biologia desenvolveu, desde agosto último, a quarta Situação de Aprendizagem do Caderno do Aluno da 3ª série A do Ensino Médio – Volume 3 do Currículo do Estado de São Paulo sobre o Tema “Evolução: Os seres em transformação enfatizando nas Teorias de Darwin e Lamarck”, vinculado ao Macrocampo Iniciação Científica e Pesquisa do ProEMI.
Para a formação de grupos de alunos monitores a professora Edilce realizou a aplicação de uma avaliação dissertativa para ativação dos conhecimentos prévios e/ou espontâneos sobre o tema, seguido de sessões de estudos em grupo do conteúdo e finalizado com a reaplicação da avaliação com as mesmas questões para que, alunos monitores pudessem fazer reflexões sobre seus conhecimentos, confirmando ou modificando conceitos firmados na aplicação em um processo individual e/ou coletivo porém, de forma autônoma, recorrendo-se à professora somente quando da ocorrência de um impasse devido às percepções conflitantes entre os integrantes do grupo (HAGA E HAGA, 2007). Na sequência houve o repasse da prática de aprendizagem pelos monitores aos colegas da classe, priorizando a prática protagonista dos alunos monitores, supervisionado e mediado pela professora para assegurar o aprendizado de todos os alunos permitindo-se incluir ações de iniciativa destes monitores.

Resultados

A experiência se deu de forma exitosa, pois os alunos demonstraram um avanço na aprendizagem do tema proposto em relação às observadas em aulas expositivas teóricas tradicionais.
Relevante ressaltar o desempenho de alunos que “tiraram” conceitos “zero” no primeiro momento da aplicação e no segundo apresentaram êxito registrando o conhecimento adquirido da explanação dos conteúdos pelos alunos monitores. As imagens fotográficas das figuras de 1 a 7 apresentam momentos das práticas assim como a tabulação dos dados e dados constituídos a partir dos depoimentos e relatórios dos alunos.
Na prática, para a preparação de suas ações com os colegas da classe, os alunos monitores exploraram o Programa Acessa Escola desta Unidade Escolar, desenvolvendo pesquisas e o enriquecimento da aula, além do domínio de recursos das Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs – como o de Power Point e recursos de multimídia.
A imagem da Figura 1.a) registra o momento dos alunos monitores no início da preparação. Na imagem subsequente, a professora mediadora orienta os alunos monitores não somente quanto à aquisição e acomodação de conhecimentos mas também quanto aos procedimentos futuros juntos aos colegas da classe.


(a)
(b)
Figura 1 . a) Aplicação da avaliação aos alunos; b) Professora Edilce esclarecendo dúvidas aos alunos monitores.

              As demais imagens são autoexplicativas quanto ao processo pedagógico e resultados, incluindo a ausência de indisciplinas, com alunos compenetrados nas suas atividades, sentindo-se responsáveis diretos e valorizados.


(a)



(b)
Figura 2. a) A reaplicação da avaliação aos alunos; b) Professora orientando a produção do Power Point.

                                                                        



(a) e (b)
Figura 4. a) Apresentação de monitores para a classe com Power Point; b) Explanação do conteúdo pelos alunos monitores.

 



      

          (a)

                       
Figura 5. a) A reaplicação da avaliação aos alunos da classe;                 









(a)


Figura 6. a) Registro de depoimentos dos alunos após término das atividades.


Considerações Finais.

Este processo educativo fomentou a apropriação de práticas exitosas e inovadoras tendo o professor como mediador e o aluno como protagonista de sua aprendizagem, contemplando dimensões de trabalho da ciência, da tecnologia e da cultura como eixos integradores entre conhecimento e processo dialógico e conteúdos da Proposta Pedagógica Curricular e a diversidade de contextos da realidade.
Um resultado típico de desempenho da maioria dos alunos nas avaliações foi a grande dificuldade na aplicação em responder as questões e o significativo avanço para a reaplicação. Houve casos que o salto foi de zero a dez. Entretanto, além do grau de satisfação pessoal pela nota em si, foi constatar que os alunos descobriram que também podem aprender que pode ser constatado em relatórios de encerramento de cada atividade.
Os depoimentos dos alunos que merecem uma atenção especial foi a de que se sentiram “mais à vontade” e mais motivados para aprender. Pudemos observar que os alunos “engessados” também podem assumir novas atitudes de alunos libertados e ativos, com relação direta com a motivação e com a crença de que também pode aprender.
No final de 2013 foi aplicada novamente a pesquisa mencionada no início deste texto, questionário estes com questões dissertativas por amostragem aos alunos da 3ª série do Ensino Médio e aos professores. Por esta nova pesquisa foi possível constatar avanço no processo de avaliação para a aprendizagem dos alunos, bem como o real significado da avaliação como mais um instrumento de aprendizagem.
Embora ainda necessite dar continuidade aos trabalhos para um período mais prolongado, pode-se concluir que pela proposta os professores passaram a analisar junto com os alunos os resultados apresentados nos diversos tipos de avaliação, e se dá, em especial, de modo processual, ou melhor, as atividades desenvolvidas no dia-a-dia em sala de aula possibilitam retomadas do conteúdo, intervenções pontuais, através de “feedback” para fechar eventuais lacunas de aprendizagem e domínio do conhecimento dos saberes apresentados pelo educando, consolidando a importância dos professores vincularem a avaliação ao processo didático e, consequentemente, validar a qualidade do ensino e aprendizagem. Mais informações e detalhes podem ser acessados nas duas páginas MONÇÕES (SÃO PAULO) (2013).
Agradecimentos. Agradecemos aos pais dos alunos participantes do projeto pelas autorizações do uso de imagens e dados constituídos por seus filhos neste estudo.

REFERÊNCIAS

ESTEBAN, M. T. Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. Petrópolis: 6ª Edição, 2008.
HADYT, C. R. Avaliação do Processo Ensino-Aprendizagem. São Paulo: Editora Ática, 2003.
HAGA, M. S.; CAETANO, A. S.; ACHCAR, K.; HAGA, K. I. A Avaliação e o seu potencial pedagógico para a mediação da aprendizagem. In: CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA SOBRE FORMAÇÃO DE EDUCADORES, 10., 2009, Águas de Lindóia. Formação de professores e a prática docente: os dilemas contemporâneos. São Paulo: Ed. da Unesp/Prograd, 2009. p. 5585-5597. Disponível em:                                       http://www.unesp.br/portal#!/prograd/e-livros-prograd/. Acesso: 20 mar. 2013.
HAGA, M. S.; HAGA, K. I. Fundamentos de avaliação formativa: os conflitos e as conciliações entre as diferentes lógicas. In: CONGRESSO ESTADUAL PAULISTA PARA FORMAÇÃO DE EDUCADORES, 9., 2007, Águas de Lindóia. Anais... Ed. da Unesp/Prograd, 2007. CD-ROM. http://www.unesp.br/portal#!/prograd/e-livros-prograd/.
HOFFMANN, J. Avaliação. Mito & Desafio. Uma perspectiva construtiva. Porto Alegre: Editora Mediação, 1991.
HOFFMANN, J. Avaliação. Avaliar para promover: as setas do caminho, Porto Alegre: Mediação, 2001.
MONÇÕES (São Paulo). Escola Estadual José Florêncio do Amaral. Avaliação diferenciada: ação do ProEMI. Disponível em: <http://atpcamaral.blogspot.com.br/2013/10/avaliacao-diferenciada.html>. Acesso em: 14 nov. 2013.
MONÇÕES (São Paulo). Escola Estadual José Florêncio do Amaral. Prática de aprendizagem Profª Edilce Ferlete Teixeira Rocha - ProEMI. Disponível em: <http://atpcamaral.blogspot.com.br/2013/10/blog-post_26.html>. Acesso em: 14 nov. 2013.
MORALES, P. Avaliação Escolar – O que é, como se faz. São Paulo: Edição Loyola, 2003.
SÃO PAULO, Secretaria de Estado da Educação, Matrizes de Referência para a Avaliação SARESP: Documento Básico, São Paulo SEE, 2009.
VASCONCELLOS, C. S. Avaliação – Concepção Dialética – Libertadora do Processo de Avaliação Escolar. São Paulo: Editora Libertad, 2010.





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